Inscreva-se gratuitamente e participe em Grupos de Debate, Foruns e outras actividades!
Para ler a nossa Caixa Postal e as respostas salte o anúncio sobre
SÁBADOS DA MENTE!

Já se inscreveu em os SÁBADOS DA MENTE?

Uma iniciativa inédita!

Trata-se de uma actividade constituída por conversas, acções de divulgação e reflexão sobre a Mente Humana e a Psicologia Aplicada e está aberta ao público em geral. Na verdade, nunca as pessoas precisaram tanto de ajuda psicológica como nas sociedades modernas! Esta iniciativa visa também ajudar as pessoas a compreenderem alguns dos mistérios da mente humana pouco conhecidos.

Numa primeira fase, o programa terá lugar nas instalações do Instituto da Inteligência e decorrerá todos os 1ºs e 3ºs sábados de cada mês, em Lisboa e Porto (alternadamente), a partir de Maio próximo. Posteriormente, a iniciativa será levada para outras delegações em Portugal e no Brasil.

Quais os temas dos SÁBADOS DA MENTE? Todos os que interessem aos participantes. É o público presente quem coloca as perguntas e o especialista destacado responde, esclarece e tenta ajudar. Não é um curso mas funciona no sistema de "grupo de encontro" e tem um fim igualmente terapêutico e de aconselhamento.

Alguns temas a abordar (exemplos):
- o que é a mente? como funciona?- como nasce a mente durante a gestação?- a mente evolui ao longo da vida?- o que é a inteligência?- perde-se inteligência com o envelhecimento?- quais as doenças de mente?- podemos ficar doentes mentais?- o que é pensar?- o que são as emoções?- que diferença há entre emoções e sentimentos?- porque é que as paixões são arrebatadoras?- tem a mente influência na saúde do organismo?- pode o corpo influenciar a mente?- como o cérebro produz a consciência?- porque é que ficamos ansiosos?- o que causa as depressões?- há uma fórmula para a felicidade?- como fortalecer a auto-estima?- que tipos de memórias temos?- como se pode melhorar a memória?- o que pode causar o insucesso escolar?- a mente morre depois da morte?- que vantagens traz a meditação?- pode modificar-se a personalidade?- porque é que, de repente, uma pessoa pode tornar-se numa criminosa?- o que é o carácter? e o temperamento?- porque é que as drogas causam dependência?- pode-se realmente ensinar a sexualidade?- o que são as "janelas killer"?- o que é o Síndrome do Pensamento Acelerado?- o que é a intuição?- usamos apenas 10% do nosso cérebro?- o que é que está no inconsciente?- para que serve a hipnose? resulta mesmo?- etc.

O programa SÁBADOS DA MENTE visa levar a psicologia ao grande público. É didáctico, assenta em bases científicas, mas a linguagem é acessível, esclarecedora e visa ajudar as pessoas a conhecerem-se melhor a si mesmas, aos outros e ao mundo.

Para se inscrever entre em contacto connosco pelo email acima indicado!

Posso aumentar minha inteligência depois dos 40?

Um ser humano perto dos 40 anos, mediano no que diz respeito a inteligência, pode através de algum tipo de exercicio, se tornar uma pessoal inteligente? Ou desempenhar alguma "actividade" com maior sucesso e crescendo no que se diz a inteligência?
Adriano Santos (Brasil)

Olá, Adriano
Boa pergunta, a sua. A questão é, para já, o que você entende por inteligência. Será aquilo que o Q.I. mede? Ou será algo mais que lhe permite pensar, sentir, ajuizar, fazer escolhas e decidir com êxito para além dos simples testes? Na verdade, a inteligência é algo muito mais complexo e vasto do que aquilo que os testes de Q.I. informam.
Na vida de todos os dias, perante tantos desafios e problemas sempre em constante solicitação, a inteligência é aquilo que nos autoriza avançar com talento e habilidade rumo aos objectivos desejados.
Isso sugere uma mente bem flexível auxiliada por conhecimentos que ajudam você a elaborar melhores (mais ricos) pensamentos, a ter boas ideias, a ser criativo e a reagir com equilíbrio emocional. Ou seja, sua inteligência também depende de seu carácter, sua formação, sua ética, sua capacidade de relacionamento com os outros e o mundo.
Ter 40 ou 50 anos não constitui uma perda mas um ganho de sabedoria, experiência e agilidade mental desde que sua saúde esteja protegida para que seu cérebro funcione plenamente. E para se ter uma saúde plena é necessário cuidar da alimentação, do sono, evitar tóxicos (como o álcool, as más gorduras e o tabaco), pressão alta e fazer (ter) amigos para conversar e conviver.
O exercício é uma condição determinante para a saúde do cérebro e a qualidade dos estados e processos mentais. Exercícios que devem ser físicos (moderados mas continuados) e intelectuais (como ler, estar informado, criar, evitar pensamentos rotineiros, mau humor, etc.). Provoque a sua inteligência com novos desafios e ela manter-se-á em boa forma, podendo mesmo surpreendê-lo com novas capacidades.

O que significa Juizo Crítico?

Caro Senhor,
Uma vez por outra ouço falar em Juizo Crítico. De que se trata? Tem algo a ver com auto-crítica, auto-consciência ou até mesmo com a inteligência?
André Bettencourt (Manaus, Brasil)

O Juizo Crítico é uma capacidade superior da inteligência humana. A qualidade do Juizo Crítico esta directamente relacionada com a saúde e o equilíbrio mental. Significa a capacidade de fazer julgamentos correctos sobre situações ou pessoas ou tomar decisões acertadas. Ele exige que a pessoa tenha uma boa auto-consciência (tecnicamente chamada de insight). Assim, o Juizo Crítico é um processo absolutamente necessário para que se tomem boas decisões e se façam escolhas adequadas.
Percebe-se facilmente que o nível e a qualidade do Juizo Crítico depende de outros factores como as capacidades intelectuais, o pensamento, as emoções, enfim, a personalidade mas também as circunstâncias de vida de cada pessoa. É afectado também por factores culturais e sociais.
O que é que pode perturbar a qualidade do Juizo Crítico? Infelizmente, são muitas as perturbações que o podem afectar negativamente, impedindo uma pessoa de tomar boas decisões. Por exemplo, a depressão, as perturbações de ansiedade e o défice de atenção estão entre as mais vulgares (para não falar em problemas psicóticos como a demência).

A inteligência pode ser desenvolvida?

Tenho lido bastante sobre o tema "inteligência" e percebi que se trata de algo geneticamente determinado sendo difícil aumentá-la. É verdade?
Grato pelo esclarecimento.
M. Fonseca Martins (V.N.Gaia)
-
O tema "inteligência" continuará a alimentar a investigação e a encher páginas e páginas de jornais, revistas e livros. A inteligência, associada que está ao progresso humano e, em certa medida, ao progresso de cada um de nós, atrai o interesse de todos aqueles que se esforçam por entender a dinâmica da mente e a sua capacidade de resposta e adaptação aos desafios e problemas da vida.
Respondendo à sua pergunta: não existem dúvidas quanto ao facto da inteligência ser determinada pela genética e ficar aberta às influências do meio, da educação, da maturidade e da própria saúde dos indivíduos. Há especialistas que acreditam que ao longo da vida o Q.I. (quociente da inteligência) pode ser "ampliado" até cerca de 15 pontos graças a factores externos que ajudem a enriquecer a dinâmica cognitiva.
Todavia, hoje em dia, a medida da inteligência tem sofrido diversas contestações e gerado dúvidas. O próprio conceito de inteligência alterou-se ainda que continue a entender-se, de forma muito sumária, como a faculdade que nos permite resolver os problemas da vida de forma bem sucedida.

Agressivo e desobediente

Tenho um filho com nove anos com carcacterísticas, ou melhor, que apresenta alguns sintomas de hiperactividade, apesar de,quer o Pediatra quer um psicólogo não a terem diagnosticado. É muito irrequieto, desobediente, impulsivo, agressivo, o que a maioria das vezes causa mal estar a quem está próximo.
Gostaria de saber em que me podem ajudar.

M.J.
.
As causas de comportamentos como aqueles que a Senhora observa no seu filho podem ser as mais diversas. Primeiramente há que levar em consideração que o temperamento - a característica mais biológica da personalidade - pode ser responsável por comportamentos muito activos, enérgicos e impulsivos. Este tipo de temperamento, chamado de "sanguíneo" (o qual também tem muitos aspectos positivos como a extroversão, a sociabilidade franca, a espontaneidade, etc.), torna as crianças resistentes à imposição de regras, o que dificulta a educação e leva a que algumas pessoas pensem estar na presença de um hiperactivo. O que também pode ser, associando-se às raizes mais profundas da personalidade atrás descritas.
Mas, para além do temperamento, há ainda outros factores a levar em consideração e que podem ser causa de comportamentos difíceis, nomeadamente a fraca resistência às frustações, a forte emotividade, a ansiedade, o stress, o ambiente familiar e social, etc, etc.
Ou seja, geralmente as causas de comportamentos como a Senhora descreve podem ser várias pelo que se torna necessário um estudo da situação.
.
Avançar de ano?
.
Este contacto acaba por ser um pouco estranho para mim, mas vem no sentido de procurar algum esclarecimento.
Tenho um filho com dez anos, que entrou este ano para o 2º ciclo, sempre foi um aluno brilhante, coisa que me orgulha, claro está, e desde sempre foi uma criança muito curiosa no que toca a conhecimento, adora aprender.
Foi uma criança que cedo aprendeu a ler, as reconhecer as cores (com cerca de ano e meio já as reconhecia todas, mesmo as tonalidades diferentes), mas sempre achei que era uma criança igual a qualquer outro, com a nuance de ser bastante inteligente, mas que haveria concerteza outros como ele.
Há poucos dias fui chamada à escola dele, onde fui confrontada pelos professores com o desejo destes de avançarem (o meu filho) um ano, pois todos estavam de acordo que ele tinha características de uma criança sobredotada. Fiquei um pouco espantada, e tentei perceber de onde vinha aquela ideia. O que me explicaram é que ele tinha uma capacidade de raciocinio fora dos parametros normais, e deram-me como exemplo um episódio em que a professora de matemática lhe deu um problema para resolver que se adequava ao 9º ano, e ele simplesmente olhou para ele e deu o resultado em 5 segundos. A professora disse-me que ela necessitava de 5 minutos e papel e lápis para o resolver.
Gostaria de ajuda, pois estou nesta encruzilhada e não sei bem que fazer, nem por onde me mexer.

Sandra
.
A suspeita de que o seu filho é uma criança com altas capacidades (sobredotada) é legítima pois os professores, na sua prática diária, percebem as diferenças que existem entre os alunos e detectam aqueles que se distinguem para melhor, no que respeita às habilidades de raciocínio, destreza mental e facilidade de aprendizagem. Se eles entendem que ele deverá avançar um ano é porque acreditam que é capaz e porque adquiriu já conhecimentos suficientes para ingressar num nível lectivo mais avançado. Não vemos, à partida, qualquer inconveniente desde que também o Sebastião esteja de acordo e revele maturidade para enfrentar novos desafios, nomeadamente novos colegas.
Poderá também fazer testes que lhe permitam saber o tipo de sobredotação que ele tem e o seu verdadeiro nível de desenvolvimento intelectual, pois isso poderá ajudar a conhecê-lo melhor e a facilitar todo o trabalho académico.


Bebé precoce
.
Temos uma filha que faz 3 anos em Abril, ela sempre foi um bocado avançada na evolução do desenvolvimento, onde todas as etapas aconteceram precocemente.
Na última reunião com a educadora de infância, esta aconselhou-nos a fazer um teste de inteligência. Pergunto, será adequado? Não será muito cedo? O que podemos fazer?

(Recebido por email)

Poderá ter interesse verificar-se qual é o nível de desenvolvimento cognitivo da vossa filha tendo em conta a sua idade cronológica (2 anos e 11 meses). Não lhe fará mal algum e poderão obter algumas informações úteis e conhecerem algumas orientações pedagógicas oportunas. Habitualmente, os médicos pediatras analisam superficialmente o desenvolvimento psicológico e cognitivo das crianças desde que não se vislumbrem quaisquer problemas estranhos. Mas seria benéfico que os pais, assim como se preocupam com a saúde (orgânica) e com o crescimento dos filhos, tentassem saber mais sobre o desenvolvimento mental. Muitas situações desagradáveis seriam percebidas atempadamente.

Insucesso Escolar

.

O meu filho, de 12 anos, é uma criança inteligente. Nem eu nem os professores têm quaisquer dúvidas a esse respeito. Não obstante é um aluno de baixo aproveitamento. Visivelmente ele não gosta da escola. Desde o primeiro dia. Já fomos a psicólogos e a outros especialistas por recomendação quer da escola quer de pessoas amigas. Finalmente, ouvi falar do vosso instituto. Será que me podem ajudar?
A.M.Peixoto, Lisboa (por email)

Caro senhor,
O caso do seu filho é vulgar, infelizmente. Há imensas crianças que não mostram o mínimo interesse pela escola e pelos estudos. O problema pode ter as mais diversas origens e a sua descoberta constitui um dos grandes desafios para os professores e os especialistas. Nem sempre os motivos são detectáveis nem a criança ajuda pois ela mesma não sabe explicar. Apenas reconhece que não gosta de andar na escola, o mesmo é dizer, que não gosta de estudar (o que é, obviamente, diferente de aprender).
Há crianças que se habituam simplesmente a não gostar de estudar. Tudo aquilo lhes parece (no seu dizer) uma "seca", aborrecido. Ora este pode ser o principal problema da criança. Ela não acha interessante aquilo que é convidada a estudar. Será porque os métodos de ensino estão ultrapassados? Funcionaram (mais ou menos bem) numa época em que a escola era o centro do mundo das crianças. Actualmente elas vivem à velocidade da luz (dos telemóveis, dos jogos electrónicos, dos computadores, dos ipod, etc.). Isto faz com que percebam a escola de uma forma distante. E não fazem o menor esforço para vencer a "seca" em que as aulas se transformam ao longo dos anos.
De facto, a criança perde geralmente o gosto de aprender à medida que os anos avançam. O espírito de curiosidade vai enfraquecendo e a mobilização das energias é cada vez mais difícil. Para estas crianças a escola tem de propor novas estratégias de aprendizagem para que as coisas comecem a funcionar.
De pouco servem os velhos argumentos: estudar é preciso, estudar é importante para a Vida, etc, etc. Argumentos gastos e despojados de significado para quem tem 10, 11 ou 12 anos de idade e passa os dias a ouvir a mesma ladaínha.
Julgo que o mais importante (e decisivo) nestas crianças é a reconquista da vontade de aprenderem, de quererem crescer intelectualmente para se sentirem mais fortes, mais felizes e poderosas (o conhecimento dá poder).
É certo que a escola está numa fase de transformação. Velhos métodos estão pouco a pouco a serem substituídos por novas apostas. O material, ainda muito centrado nos manuais e nas imagens fixas (num mundo em que a imagem animada é crucial), está também a ser substituído pelo computador, os CD´s, etc. Os professores estão, por sua vez, numa encruzilhada. Muitos deles vão ter de mudar radicalmente pois ensinar não é transmitir doses empacotadas de informação mas antes provocar e estimular a inteligência e o pensamento do aluno. E nisso os professores ainda não estão preparados. Reconheço, porém, que os modelos e os programas de ensino estão obsoletos.
Obviamente, as crianças com dificuldades (diversas) de aprendizagem estão muito entregues à sua sorte. Poucos são os que as compreendem. E, todavia, necessitam que se debrucem sobre elas para que sejam desbravados os caminhos que levem à compreensão dos factores que estejam a dificultar a sua progressão na escola.
Não se podem ignorar outras causas anteriores que podem estar na origem da dificuldade de aprender (ou na falta de vontade e motivação).
Problemas de audição, de visão, de sensopercepção, de leitura, défice de atenção, etc., etc., podem provocar desinteresse por aprender. Por isso recomendo que a criança faça um exame neuropsicológico para despite de todas as possíveis causas que tenham uma origem no funcionamento de cada um (e são muitos) dos mecanismos da aprendizagem. Só depois se deverá partir para a pesquisa de outras causas (psicológicas, familiares, etc.).

Psicologia do Anti-envelhecimento

Exmos Senhores,
Acabei de ler uma notícia de que vão realizar programas de psicologia de anti-envelhecimento. Podem explicar-me de que se trata? A partir de que idade podem as pessoas inscrever-se no programa?
A.M.G., Lisboa (por email)


O Programa de Psicologia Anti-envelhecimento é destinado a qualquer pessoa adulta que queira aprender a viver de uma maneira que lhe permita proteger-se contra a entropia (deterioração que conduz ao envelhecimento). Como sabe, existem muitos programas anti-envelhecimento que apontam sobretudo para dietas e outras mudanças de hábitos (deixar de fumar, andar a pé, etc.) mas, na verdade, acabam por ser demasiado restrictos pois atendem a aspectos muito específicos e deixam de lado o essencial: o papel da mente no seu todo.
Vemos pessoas que se preocupam com a saúde, por exemplo, mas descuram hábitos que as prejudicam noutras áreas da vida e que as empurram para um envelhecimento normal ou até acelerado ou mesmo patológico.
Com este tipo de programa pretendemos ensinar as pessoas a viver de uma maneira que lhes permita usufruir mais e melhor o tempo que lhes está reservado. Por exemplo, vão aprender a conhecer-se melhor, a adoptarem uma postura na vida que as proteja de envelhecer precocemente, a perceber de que modo a mente interfere nos processos químicos das células, etc.
As pessoas serão atendidas em programas personalizados. Mas também vamos fazer workshops para grupos de fim-de-semana a partir da Primavera onde ensinaremos os principais passos do comportamento anti-envelhecimento.
Aproveitamos para informar que estes programas não se baseiam em quaisquer terapias de tipo esotérico e religioso. São baseados no conhecimento científico hoje ao nosso alcance.

Crianças sobredotadas

.
Olá! Venho uma vez mais solicitar a vossa ajuda. Eu chamo-me Joana Pereira estou a terminar o curso de técnica auxiliar de infância onde o meu trabalho de final de curso é sobre crianças sobredotadas, tenho um trabalho escrito a realizar e mais tarde, mais precisamente em Maio começarei o meu estágio com crianças ditas normais onde é minha função explicar-lhes que existem crianças diferente delas, mas que no fundo são todas iguais. Para o meu trabalho escrito gostaria de saber quantos casos de sobredotação existem em Portugal. Obrigado pela vossa atenção.
Atenciosamente,
Joana Pereira (email)

Respondemos à sua questão. Os especialistas estimam que existem entre 30 mil e 50 mil crianças consideradas dotadas de Altas Capacidades (designação antigamente atribuida aos sobredotados) em Portugal.
__
Sou mãe de uma criança cujas capacidades intelectuais e sociais diferentes do habitual e estou interessada em ajudá-la no desenvolvimento das mesmas. Gostaría de saber se existem manuais de ensino, referindo todo o tipo de informação necessária para ensinar uma criança deste género, quer em termos de pedagogia quer em termos do que ensinar e em que alturas e restantes programas de apoio. Fico a aguardar uma breve resposta vossa,
A.F. (email).

Obrigados pelo seu contacto. Em Portugal não existe muita informação disponível sobre o ensino de crianças sobredotadas. Todavia podemos sugerir-lhe as seguintes leituras:
"Mentes Abertas", de David Lewis, Editora Caravela (Lisboa)
"Ensinar a Pensar", de Louis Raths, Editora EPU (S.Paulo)
"Educação da Criança Excepcional", de Samuel Kirk e James Gallagher, Editora Martins Fontes (S.Paulo).
Nota: os livros brasileiros indicados encontram-se à venda em Portugal.

Hiperactividade na infância

O meu filho é uma pessoa muito irrequieta e mexida. Sempre foi asssim mas agora, na escola, a nova professora insiste que ele é hiperactivo e que devo consultar um médico. Ele tem 9 anos. Reconheço que ele é impulsivo, traquinas e um bocado cabeça no ar.
Uma amiga minha, cujo filho tem um comportamento semelhante e que foi considerado hiperactivo, informou-me que a criança toma Ritalina. O problema é que a ela pareceu-lhe que o filho mudou de personalidade e agora é apático, queixa-se de sonolência e outros sinais mais ou menos preocupantes. O médico terá dito que é apenas uma consequência da Ritalina. Fiquei assustada com o testemunho desta minha amiga e, agora, confesso que estou com medo de levar o meu filho ao médico. Que me aconselham a fazer?
Email de Joana M. (Lagos).


É compreensível o seu receio mas deve tirar todas as dúvidas pois é provável que a professora vá continuar a falar no assunto.
O seu email levanta uma questão muito importante que está muito para além dos efeitos secundários da Ritalina ou de qualquer outro medicamento indicado para o controlo da hiperactividade associada a défice de atenção. Estamos a falar da tal sensação de mudança de personalidade na criança. Ora bem, nenhum medicamento deve causar um efeito tão violento que provoque alterações tão notórias e precisas a esse nível.
Mas às vezes acontece que se está a medicar erradamente a criança suspeita de ser hiperactiva. Ela pode apenas ter um temperamento activo (também chamado de "sanguíneo"). Como se sabe, o temperamento é uma faceta muito importante da personalidade que tem raízes profundamente biológicas. Assim como há crianças do tipo "melancólico", tendencialmente tranquilas e sossegadas, há as que são mais activas e aceleradas sem que isso represente hiperactividade - que é um problema bastante diferente mas que, por vezes, deixa os próprios médicos confusos.
Efectivamente faz-se muitas vezes uma grande confusão entre um comportamento resultante de hiperactividade e um que é típico do temperamento sanguíneo, logo, ligado à personalidade e, por conseguinte, merecendo uma abordagem clínica bastante diferente.
Assim, sugerimos que procure um especialista que saiba distinguir estas duas realidades (não incompatíveis), fazendo um exame ao tipo de temperamento da criança, entre outros testes que ajudem num diagnóstico o mais correcto possível.


PS: O psicólogo Gérard Caron, que estudou este tipo de problemas, diz que a criança de temperamento sanguíneo "é naturalmente agitada, impulsiva, emotiva, instável, manifesta falta de concentração, esquece rapidamente ordens e procura distrair os outros" se bem que nem tudo é mau nela pois é, por regra, uma criança alegre, optimista, prestável, sensíveil, sociável e gosta das pessoas. Pode ser facilmente confundida com crianças autenticamente hiperactivas. Um erro de diagnóstico leva a que possa ser medicada com um medicamento que, afinal, é desnecessário e até pode comprometer a sua actividade normal.
__

Meus senhores, muito bom dia,
Venho por este meio colocar algumas perguntas em relação ao sintomas da hiperatividade infantil.Sou pai de uma menina de nome M. com quase 7 anos e que neste momento frequenta a escola primária. Desde os 3 anos de idade que frequentou o infantário e nunca notamos qualquer tipo de hiperatividade. No entanto agora que frequenta a escola, estamos constantemente a ser chamados pela professora que nota que a M. apresenta-se durante as aulas algum cansaço (sono). Os horários da M. são 8 horas inicio das aulas para sair ás 13 horas, de seguida almoço no ATL onde permanece até ás 18 horas, chega a casa ás 18.15 e começa a fazer os TPC, e ai por volta das 21 a 21.30 está a dormir. Notamos que a M. durante a noite tem alguns sonhos, dos quais fala muito alto isto desde que começou a falar. O seu comportamento é muito preguiçosa para comer, ou para fazer qualquer tipo de actividade que não seja do seu agrado, facilmente esquece as tarefas agendadas. Leva muito tempo para fazer os deveres da escola, da qual não gosta muito. Quando está a fazer os trabalhos de casa ou outra actividade escolar, facilmente se distrai com qualquer coisa, com os ruídos, brincadeiras, TV, tenta sempre arranjar algo para fugir.
Pois nós andamos um pouco preocupados porque ouvimos falar da hiperatividade infantil e não sabemos como proceder para um eventual despiste da doença. Pergunta: a nossa filha apresenta sintomas de hiperatividade infantil ?
Recebido por email, não assinado.


Obrigados pelo seu contacto. Como já referimos atrás, a hiperactividade infantil pode causar sintomas semelhantes ao que a sua filha apresenta. Mas isso não significa que seja hiperactividade pois há um conjunto de sinais que devem estar presentes no seu dia-a-dia. Só um estudo completo do caso poderá tirar todas as dúvias embora nos pareça, por aquilo que descreve, que ela não seja hiperactiva nem sofra de défice de atenção clinicamente relevante. Por exemplo, o facto dela não gostar de andar na escola leva a que não se empenhe totalmente nas aulas nem se dedique a fazer os trabalhos de casa com verdadeira atenção. Procure um especialista e tirará todas as dúvidas. Se pudermos ajudar consulte os nossos serviços (ver contactos no site www.institutodainteligencia.net).


.
.
.
.
.
.
.
.
Fim do weblog
Obrigados pela sua visita!
..
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.....

Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright) Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Instituto da Inteligencia (copyright)Subscrever: Mensagens (Atom
Subscrever: Mensagens (Atom)